Discurso 04/04


Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Parlamentares,

Pela primeira vez em quase dois anos, o Brasil voltou a registrar crescimento nas vagas com carteira assinada. Apesar do tímido aumento, dois fatores merecem atenção do governo: o país começa a sentir os reflexos da retomada do crescimento e as micro e pequenas empresas do setor de serviços, que observaram alta nas contratações, devem receber atenção especial neste período de melhora dos indicadores. O sinal de alerta segue ligado para conter a euforia, pois sabemos que a volta da estabilidade ainda é avistada de muito longe.

Fevereiro interrompeu uma sequencia negativa que durava 22 meses, desde março de 2015. De acordo com o CAGED, Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, foram criadas 35.612 vagas formais. O setor de serviços foi, de longe, o que representou maior alta, enquanto comércio e construção civil registraram o maior declínio. Fato que só comprova a manutenção do ciclo de instabilidade econômica, comprovada pelo último balanço da PNAD, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, que registrou 12,9 milhões de desempregados no Brasil, dentre novembro de 2016 e janeiro de 2017.

Um fator que serve para reforçar o otimismo de um cenário econômico favorável a médio prazo é a retomada da geração de empregos nas micro e pequenas empresas. Só em Minas Gerais, houve um saldo de 8.231 novas vagas no setor em fevereiro, de acordo com levantamento do Sebrae Minas, considerando os números do CAGED. A alta só não superou a do estado de São Paulo, com 20 mil novos postos de trabalho no mesmo período.

A grande ameaça para o setor ainda é a possibilidade de aumento de impostos. Nossa carga tributária é sufocante e não aceita mais taxas, especialmente quando falamos de pequenos e médios produtores, comerciantes e empresários, que não possuem condições de arcar com mais impostos sem penalizar seus funcionários.

Apesar do fantasma tributário, o jornal Estado de Minas publicou que o indicador de Demanda por Crédito e Investimento do Serviço de Proteção ao Crédito do Brasil (SPC) e da Confederação Nacional de Dirigentes Logistas (CNDL) mostra que a intenção de investir dos micro e pequenos empresários (MPEs) nos próximos 90 dias cresceu pelo segundo mês seguido em fevereiro de 2017, atingindo 34,3 pontos. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o avanço foi de 12,8 pontos. O que os MPEs esperam agora é que o governo considere números como este e evite que o poder público atrapalhe a recuperação da nossa iniciativa privada.

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