“O Congresso corre o sério risco de criar uma reforma política anômala”, afirma Misael


Deputado discursou contrário às alterações discutidas atualmente pela Câmara

O Congresso estuda propor uma nova reforma política, com alterações que podem variar do sistema de votação em lista fechada, em que o eleitor não vota no candidato, mas no partido com lista pré-definida de nomes, até o aumento no financiamento público de campanhas já para 2018. Em discurso nesta segunda-feira, o deputado federal Misael Varella classificou a reforma como “anômala” e ironizou a proposta do novo sistema eleitoral justamente quando o foro privilegiado sustenta a liberdade de nomes na Câmara e no Senado.

A comissão que trata da reforma discute também a possibilidade de estender os mandatos para cinco anos, sem possibilidade de reeleição para o executivo. Outros pontos levantados são a exclusão do cargo de vice e a autorização para um mesmo candidato concorrer a duas vagas diferentes. Misael se disse contrário, ressaltando aspectos mais importantes a debater. “A reforma política que a população almeja ainda não foi apresentada. A diminuição ou até mesmo o corte total de repasses públicos e de siglas, através de uma eficiente cláusula de barreira, o fim da reeleição e a obrigatoriedade do voto, temas tão debatidos pela população, não chegam ao Congresso”, afirmou.

O deputado lembrou a desconfiança da sociedade nos políticos e ressaltou que se deve “cortar o mal pela raiz”. “Resta saber se os demais parlamentares, que assim como eu não estão envolvidos em escândalos de corrupção, compartilham das mesmas opiniões a respeito do tema. Uma reforma de verdade deve propor novos rumos para a estrutura política vigente e sanar de uma vez por todas as desconfianças e desilusões do povo com os governantes que escolheram”.

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