Deputado Misael Varella comenta alta da inflação e do custo de vida no país

 

A crise econômica vem fazendo com que a inflação siga curva ascendente no país em 2015. O aumento do custo de vida e os preços acentuados em alguns setores da economia renderam críticas no plenário da Câmara. Nesta terça-feira, o Deputado Misael Varella classificou a situação como “descontrole” e cobrou mais liberdade e medidas do Governo aos empreendedores para solucionar a crise.

 

Em discurso no início da tarde, Misael comentou sobre as altas da energia elétrica, habitação, alimentos e bebidas, setores que tiveram elevados índices de reajuste nos preços este ano. “O custo de vida dá sinais de descontrole e isto se torna preocupante. Precisamos de atitudes firmes diante do gigantismo do Estado, mais liberdade para os empreendedores, de modo especial para os do ramo do agronegócio, cujos protagonistas vêm enfrentando com êxito a crise, contribuindo para a solução dos problemas”, afirmou.

 

Leia abaixo a íntegra do discurso do deputado:

 

“A cada projeção feita sobre a inflação, maior é o susto da população diante da erosão do orçamento familiar. Com efeito, os analistas afirmam que a inflação já encostou nos 9%, indicando quase ou nenhum controle das autoridades. Em junho, a carestia cravou 0,99%, taxa mais elevada para o mês desde 1996, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 do IBGE.


Entre os nove grupos pesquisados, o de habitação continua sendo um dos principais responsáveis. De janeiro a junho, a variação chegou a 17,66%. "O país sente até hoje o choque causado pelo reajuste dos preços administrados, principalmente pela correção das tarifas de energia elétrica. O impacto foi mais forte no primeiro trimestre, mas vai continuar pressionando a inflação até o fim do ano", assegurou Márcio Milan, economista da Consultoria Tendências em matéria do Correio Braziliense.


De acordo com análise de Tendências, os preços controlados pelo governo vão subir 15,2% este ano – contra 5,3% registrados em 2014. Em 12 meses, apenas a energia elétrica residencial cravou em 58,5%. Apesar do cenário atual, os desembolsos com habitação não serão os únicos vilões nas residências brasileiras. Com peso de 0,30 ponto percentual sobre a formação do índice geral de preços, o grupo de alimentação e bebidas já vem sendo pressionado e deve continuar puxando a inflação para cima.


No ano, o setor apresentou avanço de 7,01 %. A alta foi atribuída principalmente ao avanço de tubérculos, raízes e legumes, que subiram 62,66% no acumulado entre janeiro e junho. No mesmo período de 2014, essa variação era de 26,10%. Em junho, o principal vilão do consumidor foi a cebola, que variou 40,29%.


Para o diretor técnico da GO Associados, Fábio Silveira, a alta do dólar será um dos principais fatores a pressionar a alimentação em domicílio e a escassez. "Mesmo os produtos nacionais são influenciados pela desvalorização cambial. Quando o importado sobe, os produtores e varejistas ajustam seus preços", disse.


Sr. Presidente, o custo de vida dá sinais de descontrole e isto se torna preocupante. Em algumas capitais, a carestia bate às portas dos dois dígitos. Precisamos de atitudes firmes diante do gigantismo do Estado, mais liberdade para os empreendedores, de modo especial para os do ramo do agronegócio, cujos protagonistas vêm enfrentando com êxito a crise, contribuindo para a solução dos problemas”.

 

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