Discurso - "Nós, provavelmente, estamos pagando a conta das manifestações do MST"

 

O Sr. Misael Varella pronuncia o seguinte discurso:


Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados,

 

tornou-se pública e notória a presença do MST bloqueando estradas e avenidas de grandes centros urbanos, o que causa grandes transtornos aos cidadãos que têm o seu direito elementar de ir e vir mais que prejudicados. A pergunta imediata que salta dos lábios é quem paga a conta das manifestações do MST. O ex-deputado paulista e agrônomo Xico Graziano fez o cálculo e mostrou.


Em São Paulo, a CUT organizou na Avenida Paulista um recente ato para defender o governo. Conseguiram juntar, segundo eles, cerca de 20 mil pessoas. Os seus participantes confirmaram ter recebido uma espécie de kit protesto com todos os apetrechos necessários – incluindo o transporte gratuito – e um vale individual que variava entre 35 a 50 reais. Valor este que multiplicado pelo total dos manifestantes, a ação da CUT teria custado, portanto, R$ 2 milhões, no mínimo.


Nós, provavelmente, estamos pagando a conta das manifestações do MST. O dinheiro dos ônibus, das camisetas, dos lanches, das faixas parece estar saindo dos convênios entre o governo e certas entidades ligadas ao movimento, denominado por Lula de exército do Stédile. Através desses acordos, irriga-se o movimento com recursos do orçamento da União. Tal conjectura vem de longe.


Em dezembro de 2003, uma CPI mista (Senadores e Deputados), se formou para analisar a questão, a CPMI da Terra. Ela ouviu 125 pessoas de todos os quadrantes e entretons. Colheu vários depoimentos em segredo de justiça. Por fim, acionou o Tribunal de Contas da União (TCU).


Resultado: descobriu-se grande sujeira debaixo do tapete do MST. Duas organizações apareciam como operadoras ou controladoras dos principais convênios da época: a Associação Nacional de Cooperação Agrícola (ANCA) e a Confederação das Cooperativas de Reforma Agrária do Brasil (CONCRAB).


Afinal, o MST nunca teve personalidade jurídica nem apresenta balanço contábil, pois tais formalidades poderiam lhe dificultar os passos. Passaram-se os anos. Nenhuma providência concreta foi tomada. Hoje, a situação permanece ainda mais nebulosa.


Levantamento feito a partir do Portal da Transparência mostra que o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) repassou, entre 2003 a 2014, a enormidade de 2,75 bilhões de reais – sim, bilhões –para 1424 entidades civis... Sr. presidente, a maior parte dos brasileiros tem dificuldade em avaliar montantes dessa ordem. Pela simples razão de que tais cifras estão fora de seu dia-a-dia.


Sr. Presidente, precisamos investigar. Só a Fundação para o Desenvolvimento do Semiárido Nordestino recebeu 58 milhões de reais, em sete convênios, para investir nessa infeliz Reforma Agrária. Esse dinheiro nas mãos de verdadeiros produtores rurais teria contribuído para produzir muito alimento para o nosso povo que, em razão dessa e de outras políticas, a cada dia sente mais e mais os efeitos do câncer inflacionário que já grassa pelo país.


Tenho dito. 

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